sábado, 23 de fevereiro de 2013

Cuidados para comprar uma moto usada.

A primeira coisa que temos que ter em mente numa situação de avaliação de um veículo usado, seja uma moto ou um carro, é que temos sérias limitações para analisá-lo e mesmo um muito experiente mecânico ou especialista no assunto pode ser surpreendido depois de algum tempo, pois não é possível saber tudo o que está oculto no estado de um veículo usado. Além disso, não se pode fazer uma série de testes exaustivos para saber se a moto apresentará problemas futuros.


Mas, de qualquer forma, é possível prover algumas dicas para que se minimize o risco de comprar uma moto com sérios problemas ou, pelo menos, que esta eventual compra seja mais consciente. O mais comum é dar uma volta e tentar perceber eventuais problemas ou defeitos na moto. Acelerá-la parada e tentar ouvir algum som que caracterize um defeito. Tudo isso é válido e proporcionará uma resposta relativa sobre alguns aspectos da moto. Em adição, poderão ser tomados os seguintes cuidados:

- Procure saber com amigos ou conhecidos seus que tenham motos tais como a que você tem interesse para com eles descobrir eventuais características especiais a serem observadas;

- Ao analisar uma moto, faça isso sempre com bastante luz solar e sem chuva. Tanto a falta de luz como a água podem encobrir alguns defeitos ou imperfeições;

- Faça uma análise visual bem apurada. Procure por sinais de vazamentos de óleos ou outros líquidos. Verifique os encaixes das peças, se estão alinhados ou não. Procure notar se há sinais de reparação ou se algum componente se encontra torto ou mal encaixado. Em especial, note se o alinhamento do garfo dianteiro está perfeito. Fique atento a pontos de ferrugem nos parafusos e quadro;

- Verifique as folgas e o desgaste das peças móveis como manetes, pedais, e amortecedores. Procure levantar ou sacudir a moto para saber se a balança traseira não está com folgas;

- Examine as rodas com atenção. Com a moto parada levante cada uma do chão para poder girá-la e verificar se os rolamentos não estão com folga e produzindo ruídos, se as rodas não estão tortas ou amassados e se os raios não estão soltos, quebrados ou com falta;

- Pergunte se há registros de manutenções realizadas (e confira-os), tais como revisões, trocas de óleo, pastilhas, lonas, etc;

- Se possível, rode um pouco, não muito rápido para que você possa acionar os freios, cada um de uma vez, e verificar se apresentam muito desgaste. Se a moto tiver freio a disco, verifique a espessura deste e das pastilhas para ter uma ideia do estado atual;

- Verifique o desgaste dos pneus e se ambos são da mesma marca e possuem as medidas originais recomendadas;

- Verifique se as partes plásticas e componentes de borracha da moto não apresentam sinais de ressecamento e se não há reparos ocultos por trás de adesivos;

- Ligue o motor e verifique se ele pega de forma fácil e rápida. Logo que começar a funcionar veja a cor da fumaça que sai do escapamento, se sai muito escura ou muito esbranquiçada. Faça com que o motor funcione em diferentes regimes de giro durante alguns instantes para tentar ouvir algum barulho estranho, não adianta dar "acelerões";

- Ande com a moto e procure perceber ruídos e vibrações anormais e se a dirigibilidade dela está boa, se não há desalinho das rodas e se não há problemas de folgas excessivas em algum componente móvel. Sinta se as marchas passam sem maiores problemas e se a embreagem patina ou não. Depois de ter andado com a moto, faça uma nova inspeção visual para verificar se não apareceu nenhum vazamento;

- Por fim, não deixe de verificar a situação da documentação. Isto pode ser feito em consulta ao Detran e até é possível solicitar uma vistoria prévia, o que tem um custo, mas dá 100% de garantia sobre a regularidade do veículo.


Fonte: http://sobremotos.solupress.com/sobremotos/news/articles/article7928.asp


Araras Moto Club
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